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25 de fevereiro de 2016


2 - Série Relações Diplomáticas: Brasil – Nicarágua
(Emissão Postal Especial)
SOBRE OS SELOS

Os selos focalizam os renomados poetas Manoel de Barros e Rubén Darío no contexto da emissão que integra a Série Relações Diplomáticas: Brasil – Nicarágua. O mato-grossense Manoel de Barros, aclamado poeta brasileiro da contemporaneidade nos meios literários, com expressividade junto ao público infantil, teve diversas obras traduzidas para outros idiomas. Já o nicaraguense Rubén Darío, considerado o Príncipe das Letras Castelhanas, foi representante do modernismo e influenciou o desenvolvimento artístico latino-americano no século passado. Para as artes dos selos foram utilizadas fotos em preto e branco e técnicas de computação gráfica.

DETALHES TÉCNICOS

Edital nº 2 Fotos: Lucas de Barros (Manoel de Barros); Foto de Rubén Darío cedida pela Embaixada da Nicarágua no Brasil Processo de impressão: ofsete Folha: 24 selos Papel: cuchê gomado Valor facial: R$ 2,95 Tiragem: 480.000 selos Área de desenho: 33mm x 33mm Dimensão do selo: 38mm x 38mm Picotagem: 11,5 x 11,5 Data de emissão: 25/02/2016 Local de lançamento: Brasília/DF Peça Filatélica: Envelope de 1º Dia de Circulação Impressão: Casa da Moeda do Brasil

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Texto descritivo do Edital
Série Relações Diplomáticas Brasil – Nicarágua
Duas Nações e a força literária dos poetas – Rubén Darío e
Manoel de Barros

Félix Rubén García Sarmiento, conhecido como Rubén Darío (18 de janeiro de 1867, Metapa – hoje cidade Darío – Nicarágua / 6 de fevereiro de 1916, León, Nicarágua) é considerado o mais alto exponente da cultura nicaraguense, destacando-se na poesia de língua espanhola, cuja projeção ganha espaço na Filatelia universal com esta emissão de selos postais da Série Relações Diplomáticas Brasil – Nicarágua.

Representante do Modernismo literário em língua espanhola, sua influência na poesia do século 20 proporcionou-lhe o título de Príncipe das Letras Castelhanas. Seu legado ganhou o mundo, inspirando os poetas contemporâneos, e incentivando novas formas na arte e na literatura no continente americano.

Suas primeiras publicações, em 1887, foram em Santiago do Chile, onde, à época, o poeta residia: Abrojos (1887), Primeras Notas (1888), inicialmente intitulado Epístolas y Poemas, e Azul (1888), poesia e contos, considerada a primeira obra do Modernismo latino-americano, carregada de sensualidade, erotismo e musicalidade.

Viveu em El Salvador, no Chile, na Guatemala, na Costa Rica, na Argentina, entre outros países do continente. Morou, também, em Paris, Madrid e Barcelona. Viajou por quase toda a Europa. Esteve no Rio de Janeiro como diplomata, em 1906, representando a delegação nicaraguense na Terceira Conferência Pan-americana. Trabalhou como redator e correspondente em diversos jornais da Nicarágua, Argentina, Chile e Madrid. Cultivou amizade com muitos de seus contemporâneos, entre eles, Horácio Quiroga e Leopoldo Lugones, Juan Ramón Jiménez e Ramón Maria del Valle-Inclán. No Brasil, foi amigo dos escritores Fontoura Xavier, Elisio de Carvalho e José Verissimo, quem o saudou em sessão solene na Academia Brasileira de Letras, em 1912.

Deixou uma vasta produção de ensaios, contos e crônicas, em parte recolhidos em Peregrinaciones (1901), La Caravana Pasa (1903) e Tierras Solares (1904), interpretando lucidamente os acontecimentos políticos, os problemas sociais e os fenônemos culturais do seu tempo. Além de fundador da poesia moderna, em espanhol, Rubén Darío foi um cantor privilegiado, e formador da identidade cultural latino-americana.

Em 1896, em Buenos Aires, publica a sua obra mais importante, que consolida a modernidade literária no mundo hispânico: Prosas Profanas y Otros Poemas, e Cantos de Vida y Esperanza, de 1905, publicado em Madrid.

Rubén Darío iniciou o Movimento Modernista influenciado pela poesia francesa, pelos estilos românticos, o parnasianismo e o simbolismo. O mesmo autor referiu-se ao Modernismo desta forma: “não é outra coisa que o verso e a prosa castelhana passada pelo fino crivo do bom verso e da boa prosa francesa.”

Seu estilo é celebrado em toda a América Latina e seu legado transcendeu além de nosso continente até se converter em referências da produção literária latino-americana do século 20.

Lorena Martínez
Embaixadora da República da Nicarágua no Brasil

Manoel Wenceslau Leite de Barros, conhecido como Manoel de Barros, nasceu no Beco da Marinha, em Cuiabá, Mato Grosso, em 19 de dezembro de 1916, passando sua infância no Mato Grosso do Sul, primeiro numa fazenda próxima a Corumbá, depois num internato em Campo Grande. Aos doze anos, foi matriculado no Colégio São José, no Rio de Janeiro, onde familiarizou-se com os clássicos da literatura portuguesa e francesa.

Em 1934, entrou para o curso de Direito. Nessa época, já escrevia sonetos e estudava a obra de autores modernistas como Raul Bopp, Mario de Andrade e Manoel Bandeira. Seu primeiro livro, Poemas concebidos sem pecado, é de 1937, publicado artesanalmente com o apoio de Henrique Vale.

No início da década de 1940, retornou a Mato Grosso, mas por pouco tempo. Recusou a direção de um cartório e voltou ao Rio de Janeiro, para atuar como advogado. Em 1942, publicou seu segundo livro, Face imóvel.

Entre 1943 e 1945, viveu em Nova York, frequentando cursos de cinema e pintura no MoMA - Museu de Arte Moderna de Nova York. Viajou por vários lugares da América do Sul e pela Europa. Em 1947, casou-se com Stella dos Santos Cruz, com quem teve três filhos: Pedro, Martha e João.

Em 1956, publicou Poesias e, dois anos depois, retornou com a família para Mato Grosso, para administrar a fazenda que herdara do pai. Em 1961, lançou Compêndio para uso dos pássaros. O livro conquistou o prêmio Orlando Dantas, do Diário de Notícias. Na sequência, veio Gramática expositiva do chão, de 1969, também premiado.

Em 1974, com Matéria de poesia, seu trabalho conquistou definitivamente maior circulação e receptividade, recebendo elogios e críticas positivas de nomes como Fausto Wolff, Antônio Houaiss e Millôr Fernandes, entre outros. Em 1982, lançou Arranjos para assobio. Em 1985, Livro de pré-coisas e, em 1989, O guardador de águas. Todos premiados e aclamados pela crítica.

Na década de 1990, publicou Concerto a céu aberto para solos de aves (1991), O livro das ignorãças (1993), Livro sobre nada (1996) e Retrato do artista quando coisa (1998). Sua primeira incursão na literatura infantil, com Exercícios de ser criança, foi em 1999. Em 2000, publicou Ensaios fotográficos e, no ano seguinte, Tratado geral das grandezas do ínfimo e o livro infantil, O fazedor de amanhecer.

A essa altura, sua obra já havia ganhado traduções em diversas línguas, além de continuar granjeando os mais importantes prêmios literários (recebeu duas vezes o Prêmio Jabuti, duas vezes o Nestlé, Academia Brasileira de Letras, APCA, Biblioteca Nacional etc.) e homenagens.

Sua incursão pela prosa poética, com Memórias inventadas: A infância, é de 2003, mesmo ano em que lançou seu terceiro livro para o público infantil, Cantigas para um passarinho à toa.

Em 2004, publicou Poemas rupestres. Em 2006, Memórias inventadas: A segunda infância. No ano seguinte, Poemas em língua de brincar, mais um livro seu dedicado aos pequenos leitores. Em 2008, encerrou a trilogia com Memórias inventadas: A terceira infância.

Em 2010, publicou Menino do mato, mesmo ano em que saem suas poesias completas em Portugal. No ano seguinte, Escritos em verbal de ave. Em 2013, seu último poema — “A turma”. Faleceu em 13 de novembro de 2014, aos 97 anos.

Martha Barros
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Veja a íntegra do Edital (Arquivo .pdf)

Edital 2 - 2016
Série Relações Diplomáticas: Brasil – Nicarágua
(Emissão Postal Especial)
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Alguns dos temas ilustrados pelas peças

Literatura, poesia, poetas, relações diplomáticas

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Peças Filatélicas

Serão preparadas peças filatélicas com base nos selos, envelopes, cartões-postais.

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Desenvolvimento: João Alberto Correia da Silva