Você acaba de fazer uma viagem maravilhosa por todo o nosso Brasil, partindo de um histórico da formação da Nação Brasileira e passando por todas as Regiões que integram nosso território, do Nordeste ao Sul.
Além da beleza dos máximos-postais que compõem a coleção que lhe permitiu essa viagem, muito além, está o trabalho de pesquisa, a garimpagem do material, a combinação das peças, sua pertinência e consistência com o roteiro proposto.
Seja você um filatelista experiente ou um neófito no assunto, ou até mesmo um simples curioso que, por indicação ou acaso, conheceu a coleção, tenho a certeza que esta viajem lhe trouxe à mente recordações de fatos, lugares, festividades ou qualquer outra ocorrência que o fizeram sorrir, reviver épocas ou momentos de sua vida.
E, na minha modesta opinião, é isso que a filatelia precisa: exercer o poder criativo, o conhecimento técnico, o conhecimento do tema ou do assunto, para montar uma coleção que traga informação, beleza, aplicação do senso estético, fatores este que levem não só ao reconhecimento do trabalho do autor por parte de seus pares, mas e principalmente, ao nascer de interesse, curiosidade e vontade de fazer o mesmo, por parte dos visitantes ainda não iniciados na prática do colecionismo de peças filatélicas.
Escuto frequentemente, entre filatelistas, que a filatelia não é mais aquela, que o interesse pelo colecionismo de selos está se exaurindo, etc. Curioso que, ao contrário, a maioria dos comerciantes revela que o comércio está firme, que pode até demorar um pouco, mas há compradores para tudo. E, visitando páginas e grupos da imensa rede que é a WEB, encontro cada vez mais páginas dedicadas á Filatelia. Páginas que ás vezes nem são propriamente de ou para filatelistas, mas que usam os selos e outras peças como material para ilustração de teses, palestras, etc.
Pessoalmente, tenho muita fé na pujança e no crescimento do interesse pela filatelia. Mas sei que isso só acontecerá, continua e persistentemente, mediante a oferta de mostras, palestras, exposições, eventos em áreas públicas, etc., que levem ao conhecimento do público em geral, especialmente aos jovens, a alegria, a emoção, o senso de realização, a satisfação, que o colecionismo dos selos e demais peças filatélicas trazem ao filatelista.
Até recentemente, meu foco principal era o colecionismo temático. Tenho algumas coleções montadas, destaco a de Um Quadro sobre o meu amor maior, a Itaipu Binacional, e a a que versa sobre o tema Polar. Nelas, sempre achei que o máximo-postal é uma peça que chamava atenção, por fortalecer o tema do selo e normalmente ser um peça bonita, vistosa. Contudo, talvez por que na maioria das exposições ou mostras que visitei a seção de maximafilia não estava representada, nunca dediquei maior atenção a essa vertente da filatelia.
Foi um artigo do autor da presente coleção, Agnaldo de Souza Gabriel, "Por dentro das novas regras da Maximafilia”, publicado no Boletim Informativo nº 204 da Sociedade Philatélica Paulista - e que se encontra transcrito na seção "Artigos" desta homepage - que despertou meu interesse pela Maximafilia.
Depois desse artigo, foram muitas as colaborações que recebi, e continuo recebendo, do próprio Agnaldo, do Ernesto Knauer, do Ernani Rebello, do Eissler, do Queiroz, do Rui e do Vittorio, entre outros, seja por cessão de imagens ou textos, seja por orientações e "dicas". Assim já coloquei no ar páginas sobre os máximos postais brasileiros, oficiais e não oficiais, sobre mostras, sobre outros eventos. Compareci ao 152º Encontro de Filatelistas de Santa Catarina. E tenho trabalhado longas horas para colocar tudo isso no ar.
Trabalho gratificante e produtivo, pelo feed-back que tenho recebido. Que pode, e será, melhorado, ampliado.
Neste momento, quero agradecer a todos que tem colaborado comigo, e não posso de exaltar o trabalho que vem sendo desenvolvido por abnegados adeptos da maximafilia, que acima de tudo, contribui significativamente para a divulgação de nossa "arte de colecionar selos".
OBRIGADO, do coração