
Os selos registram duas riquezas da flora tropical, uma do hemisfério sul: dois exemplares de bromélias da Mata Atlântica brasileira, e a outra do hemisfério norte: a orquídea rabo-de-raposa-branca, representando a Tailândia, assim como dois exemplos singulares da arquitetura desses dois países: a Catedral de São Pedro de Alcântara, localizada em Petrópolis, área de Mata Atlântica, na região serrana no estado do Rio de Janeiro (Brasil) e o Salão do Trono Dusit Maha Prasat, situado na capital Bangcoc (Tailândia). O conjunto de imagens dos selos é caracterizado pela harmonia de suas formas, simultaneamente suntuosas e despojadas. Foram usadas as técnicas de fotomontagem e computação gráfica.
Nesta emissão, da Série Relações Diplomáticas, os Correios focalizam a arquitetura e o meio ambiente, apresentando a orquídea tailandesa e bromélias da Mata Atlântica brasileira, assim como edificações singulares desses países, registrando, por ocasião do cinquentenário das relações diplomáticas entre as duas nações, suas peculiaridades e importância nos contextos ambiental e arquitetônico.
A orquídea rabo-de-raposa-branca, "Rhynchostylis gigantea", é nativa da Tailândia e de seus países vizinhos, uma vez que está adaptada ao calor úmido do sudeste asiático. Na Tailândia, essa orquídea é encontrada na maior parte do território a partir das regiões orientais da província Prachinburi, seguindo para o norte e passando pelas províncias Nakornsawan, Loei e Chiengmai. Sua denominação originou-se devido as suas longas, finas, densas e compactas folhas brancas luminosas, que atingem cerca de 40cm, assemelhando-se a um rabo de raposa.
O Salão do Trono Dusit Maha Prasat é o principal edifício dentre as várias edificações famosas do Grande Palácio de Bangcoc, construído em 1789, por ordem do Rei Rama I, o primeiro Rei da Dinastia Chakri (atual dinastia). Ele foi construído em forma de cruz, com quatro asas cobertas por quatro abas a partir do centro. Sua arquitetura é famosa por ser o mais elegante edifício do Período de Rattanakosin (1782-1932).
No passado, a edificação era utilizada para coroações, audiências e revisões das escrituras budistas. Hoje, é usado para cerimônias fúnebres antes da cremação dos reis, rainhas e dos membros da família real. Tem servido para esse propósito desde a morte do Rei Rama I. Nele são realizados eventos especiais, como a celebração anual do Dia da Coroação, que acontece em 5 de maio.
A bromélia "Vriesea ensiformis (Vell.) Beer", da Família Bromeliaceae, é uma das cerca de 250 espécies do gênero "Vriesea" que se distribuem pela América tropical. É uma planta herbácea perene, epífita (cresce sobre tronco de outras plantas), raramente rupícola (cresce sobre rochas), de até 0,5 m de altura. Possui folhas perenes, dispostas em roseta e inflorescência predominantemente vermelha com flores amarelas ao longo do ano, e frutos tipo cápsula, deiscentes, com muitas sementes plumosas.
Espécie brasileira restrita ao bioma Mata Atlântica, ocorrendo da Bahia até Santa Catarina em faixa estreita que acompanha o litoral. A polinização ocorre por intermédio de beija-flores, e a dispersão pelo vento.
A bromélia "Aechmea disticantha Lem." da Família Bromeliaceae, é uma das aproximadamente 160 espécies brasileiras do gênero "Aechmea." É, também, uma planta herbácea perene, epífita, rupícola ou terrestre de até 1,4m de altura. Possui folhas com espinhos, perenes, dispostas em roseta e inflorescência predominantemente rósea a vermelha, com flores de pétalas em tons lilases a azulados e frutos tipo baga, ao longo do ano,distribuindo-se desde o Brasil central e regiões Sudeste e Sul até Argentina, Paraguai e Uruguai.
Marcelo Guena de Oliveira
Chefia COPOM/DIBIO/ICMBIO/MMA
Situada em Petrópolis, cidade serrana no Estado do Rio de Janeiro, teve sua origem na sede da paróquia instalada em templo limítrofe ao Palácio Imperial, construída entre 1847 e 1848 em terreno reservado pelo Major Júlio Frederico Koeler, e lá funcionou por mais de 77 anos.
Desde a inauguração da primeira matriz, já se pensava na construção de uma outra, no morro do Belvedere. O interesse do Imperador D. Pedro II e de sua filha, Princesa Isabel, motivou essa iniciativa. Em 12 de março de 1876, foi lançada a primeira pedra fundamental para a construção da matriz catedral, cujas obras foram iniciadas sob a responsabilidade do engenheiro Francisco Caminhoá.
Em 1884, foi lançada, então, a segunda pedra fundamental. Por sugestão da Princesa Isabel a fachada da matriz se voltou para a Avenida Koeler, que guarda, até hoje, a beleza e a harmonia do seu conjunto arquitetônico em estilo neogótico. Os trabalhos, paralisados em 1901, foram retomados em 1914 e, em 29 de novembro de 1925, a nova matriz foi inaugurada, embora ainda inacabada.
Em 1929, o Pe. Francisco Gentil Costa iniciou uma campanha pela conclusão da fachada, das capelas batismal e imperial e de mais quatro pavimentos da torre. As obras foram finalizadas em 5 de dezembro de 1939, ocasião em que foi inaugurado o mausoléu dos imperadores. Em 1969 foram encerrados o levantamento da torre e a colocação dos sinos, pelo Bispo Diocesano D. Manuel Pedro da Cunha Cintra. A cela do campanário abriga os cinco sinos de bronze, sendo que o maior, o “São Pedro de Alcântara”, pesa quatro toneladas.
Catedral de São Pedro de Alcântara – Petrópolis/RJ
Edital nº 7 Arte: Fred Colorado Processo de Impressão: ofsete Folha: 30 selos Papel: cuchê gomado Valor facial: R$1,00 Tiragem: 1.020.000 selos Picotagem: 12 x 11,5 Área de desenho: 25mm x 35mm Dimensões do selo: 30mm X 40mm Data de emissão: 4/4/2009 Local de lançamento: Porto Alegre/RS Impressão: Casa da Moeda do Brasil Prazo de comercialização pela ECT: até 31 de dezembro de 2012 (este prazo não será considerado quando o selo/bloco for comercializado como parte integrante das coleções anuais, cartelas temáticas ou quando destinado para fins de elaboração de material promocional). Versão: Departamento de Filatelia e Produtos/ECT.
Os selos ilustram: flora, meio-ambiente, orquideas e bromélias, biodiversidade, mata atlântica, prédios e monumentos, igrejas, palácios, enissões conjuntas, relações diplomáticas.













