
O selo apresenta, no canto inferior direito, a imagem de Gibran Khalil Gibran e, ao lado, em destaque, uma frase desse renomado escritor libanês, que possui uma obra universal, estimada em todos os continentes. Os livros, no canto esquerdo, e a vista parcial da capital libanesa, ao fundo, remetem à indicação de Beirute, pela UNESCO, como Capital Mundial do Livro 2009. Foram utilizadas as técnicas de desenho a nanquim, aquarela e computação gráfica.
Nesta emissão da Série Relações Diplomáticas, os Correios homenageiam em selo postal Beirute, a capital mundial do livro 2009, simbolizada por um escritor libanês e ícone da literatura universal, Gibran Khalil Gibran.
O sarcófago de Ahiram, que é mantido no Museu Nacional de Beirute, demonstra que foi em Biblos, durante o século XI a.C., que o alfabeto de 22 letras foi criado. O manuscrito Fenício, difundido pelo legendário Cadmus, alcançou as costas da Sardenha e de Cartago. Foi adotado até mesmo pelos gregos, no século VIII, introduzindo as modificações necessárias para a tradução em seu idioma. No prefácio de um livro intitulado “O Líbano e o Livro”, o ex-Ministro francês da Cultura, Jack Lang escreveu: “Todas as vezes que pronunciamos a palavra biblioteca (bibliothèque), expressamos o nome de Biblos, uma pequena cidade, na costa libanesa, que os gregos equipararam ao importante assunto do livro”.
A partir do 3º milênio a.C., sobre a argila e a pedra, o metal e o papiro, as primeiras formas da escrita se difundiram. Foi no Líbano que o alfabeto consonantal de 22 letras foi inventado, no fim do século XI a.C., dando a expressões escritas uma simplificação decisiva. A nova escrita conquistou o leste grego, os etruscos e os latinos e, mais para leste, os arameus e depois os árabes, sendo adaptado pelas civilizações de acordo com seu povo e idiomas.
Por esse presente do oriente, o ocidente respondeu, séculos mais tarde, inventando a máquina de impressão, que um anfitrião dos sábios maronitas adaptaria à escrita árabe no século XVI.”
Considerada como “a imprensa do mundo árabe”, Beirute teve um papel promissor na circulação do livro no oriente e teve uma grande contribuição para o “Nahda”, o Renascimento árabe. Possui, hoje, mais de 400 editoras que produzem livros em árabe, assim como em francês e em inglês para 12 renomadas universidades, incluindo a Universidade Libanesa, a Universidade Americana de Beirute (AUB), a Universidade de Saint-Joseph, e diversos centros culturais.
Beirute sempre foi um abrigo da liberdade para os intelectuais do mundo árabe. A imprensa e os escritores sempre se esforçaram em promover os direitos humanos e as idéias de liberdade. É uma cidade cosmopolita, por excelência, dos diálogos e personificação da criatividade coletiva no mais alto nível de integração de culturas diversas. Para seus habitantes e para os que por ela transitam, representa a experiência de todos os limiares e de todas as mediações.
Edital nº 9 Arte: Edson Cláudio B. Neiva Processo de Impressão: ofsete Folha: 30 selos Papel: cuchê gomado Valor facial: R$2,35 Tiragem:600.000 selos Picotagem: 11,5 x 12 Área de desenho: 35mm x 25mm Dimensões do selo: 40 mm x 30 mm Data de emissão: 5/5/2009 Locais de lançamento: São Paulo/SP e São José do Rio Preto/SP Peça filatélica: Envelope de 1º Dia de CirculaçãoTiragem: 10.000 Impressão: Casa da Moeda do Brasil Prazo de comercialização pela ECT: até 31 de dezembro de 2012 (este prazo não será considerado quando o selo/bloco for comercializado como parte integrante das coleções anuais, cartelas temáticas ou quando destinado
O selo ilustra: personalidades, eventos, relações diplomáticas, literatura, poesia, matemática.




