
A folha completa é composta por uma série de 6 selos sobre imagens alusivas à Capitania do Pernambuco.
O primeiro selo da minifolha, retrata Maurício de Nassau, em obra de Pieter Nason, personalidade marcante de um período especial da história pernambucana, denominado Período Nassoviano. Os outros selos apresentam o Palácio de Friburgo, e a Nau Capitânia Zutphen, na qual viajou Nassau, reproduções parciais de quadros do artista holandês Frans Post, cachimbos holandeses achados em escavações no Forte Orange, e duas fotografias que mostram o Palácio do Campo das Princesas, idealizado em 1786, atual centro administrativo do governo estadual pernambucano, próximo de onde se situava o Palácio de Friburgo, sede do governo no período holandês. E, ainda, a rua Aurora, às margens do rio Capibaribe, onde se destaca o conjunto arquitetônico de sobrados do século XIX, que reportam ao Recife antigo. Foi usada a técnica de fotografia.
Os selos desta emissão focalizam a presença holandesa no Brasil, apresentando, o Período Nassoviano e sua nítida influência assinalada na região Nordeste, e, em particular, no estado de Pernambuco, bem como os seus reflexos perpassados por mais de três séculos, até nossos dias.
Um escrivão da Fazenda Real, quando inventariou os prédios e apetrechos bélicos deixados pelos holandeses, ao se referir ao momento de governo de João Maurício de Nassau, disse ser o do Tempo da Boa Paz. A Companhia das Índias Ocidentais, ao solicitar informações sobre a conquista da empresa no Brasil Nordeste, não desejava, em princípio, a informação que nos legou aquele dirigente. Nassau, ao trazer pintores e outros especialistas para a sua corte, no Recife, tinha mais do que a idéia de informar. Ele desejava, à maneira de tantos holandeses da época, levar consigo, o mundo novo, descoberto pouco mais de cem anos antes. A qualidade de tal legado impressiona enormemente. São informações cartográficas, imagens das vilas e cidades e, ainda, um rico acervo sobre a flora, a fauna e a gente do Brasil Holandês, selecionados e levados para a Holanda.
João Maurício de Nassau tornou-se personagem tão importante daqueles 24 anos de ocupação holandesa, que chega a ser confundido com esse próprio domínio, em termos de cultura. A valorização daquele legado começou no século XIX e se acentuou no seguinte, criando-se com tal feito, uma plêiade de estudiosos do período, a ponto de se tornar um dos temas preferidos, em face de sua natureza cultural, relegando, às vezes, aqueles voltados à economia e às finanças.
Por tais razões, a influência holandesa merece ser destacada no cerne da história brasileira. Não somente sob o aspecto econômico, mas, principalmente, pelo cultural, o que propicia uma melhor compreensão do Nordeste brasileiro.
O Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano comemora esse período histórico sob a ótica cultural brasileira e sua relação com a cultura holandesa, presente em Pernambuco, à época do domínio holandês.
Edital nº 16
Data de lançamento: 04/08/2009 Fotos: Eduardo Peixoto Marques e Paulo Costa Arte finalização: Miriam Guimarães Valor facial: R$ 2,20 cada selo Tiragem: 350.000 minifolhas (cada uma com 6 selos) Locais de lançamento: Brasília/DF, Recife /PE e Haia (Holanda) Prazo de Comercialização até: 31/12/2012
História, arqueologia, navios, vultos históricos, monumentos, prédios históricos,











