
O selo destaca a imagem da bandeira alviverde do Coritiba, com seu escudo, representação simbólica que combina o globo terrestre e a bola de futebol, com doze gomos, a indicar o dia de sua fundação – 12 de outubro de 1909. A estrela dourada, acima do escudo, registra a maior conquista do Clube, até o momento, o campeonato brasileiro de 1985. Abaixo, a logomarca dos 100 anos, celebrando seu Centenário com a palavra “Coxa”, apelido do time, e contendo o slogan “Ontem, Hoje, Eternamente”. A imagem do selo, em nuances, nos tons dominantes em verde e branco, cores oficiais do time paranaense, representam a passagem do tempo ao longo do seu primeiro século de história. Foi utilizada a técnica de computação gráfica.
Nesta emissão, da Série Clubes de Futebol, é prestada, em selo postal, uma homenagem ao Coritiba Foot Ball Club, no ano do seu primeiro centenário, um dos clubes mais tradicionais e vitoriosos do futebol paranaense e brasileiro.
Nem mesmo os jovens de origem germânica que iniciaram a prática do esporte no estado do Paraná poderiam imaginar a dimensão que o Coritiba tomaria 100 anos depois. Na verdade, tudo começou pela vontade de um grupo no qual todos gostavam de praticar esporte. Reuniam-se no Clube Ginástico Turnverein, mais tarde Teuto Brasileiro, quando surgiu a grande novidade. Frederico Essenfelder, o Fritz, que residira um tempo em Pelotas, no Rio Grande do Sul, apareceu com o objeto da moda por lá: uma bola de futebol. A curiosidade foi geral, face às notícias relatadas de estar nascendo um novo esporte na cidade de Rio Grande, oriundo da Inglaterra, que desde o século anterior procurava difundir sua prática.
E Essenfelder iria transformar uma imagem de sonho em uma autêntica realidade. A iniciativa foi motivo de entusiasmo a outros jovens daquela geração; João Viana Seiler, Leopoldo Obladen, Carlos Schelenker, Arthur Iwersen, Arthur Hauer (que junto levava toda a família), Walter Dietrich, Roberto Isckch, Rodolpho Kastrup e muitos outros. Junto a eles, um brasileiro autêntico, José Júlio Franco, que mais tarde formaria um trio com Seiler e Obladen, decisivo à implantação do Clube.
Não demorou muito e o Clube tomou conta da hegemonia de títulos no estado, que dura até os dias atuais, e se tornou uma referência do esporte do Paraná diante de todo o Brasil. Na década de 40, vítima de preconceito dos adversários, que chamavam alguns dos jogadores de origem germânica de “coxas-brancas”, o insulto se tornou sinônimo de conquista e passou a ser o apelido do Clube, hoje carinhosamente chamado, também, de “Coxa”. Em 1985, o Coritiba e o futebol paranaense vivenciaram a sua maior glória. A equipe comandada pelo técnico Ênio Andrade conquistou o título do Campeonato Brasileiro, vencendo, nos pênaltis, o Bangu, em pleno Maracanã.
A tradição “coxa-branca” é muito maior que qualquer escolha futebolística, perpassando cada dia desse amado Clube e sua vibrante torcida. Tradição de boas lembranças, recordações de avós, pais e filhos nas arquibancadas e escadas do Estádio Couto Pereira. Tradição que ensina as gerações a torcer pelo grande time. Um singelo e grandioso sentimento.
Tradição coxa-branca é a dedicação daqueles descendentes germânicos. É o retrato dos sonhos de italianos, poloneses, japoneses e africanos, do jeito de ser do povo curitibano. É parte do Brasil, o país do futebol, é parte do mundo da bola. Tradição “coritibana” é o reconhecimento nacional e internacional, é levar o Estado do Paraná e sua capital ao Brasil e ao mundo. Torcer pelo Coritiba é cultivar nossas raízes, e respeitar nossas origens.
O sentimento pelo Coritiba nasce espontaneamente, ainda na mais tenra infância e, quando percebemos, já carregamos em nosso peito aquele escudo alviverde, repleto de história, alegrias e conquistas de milhares de pessoas que contribuíram para o crescimento do Clube ao longo dos seus cem anos.
Derivado do sentimento e do coração, o torcedor leva no escudo do Coritiba o amor ao valoroso Clube. Quando ostentamos o escudo imponente, nos sentimos orgulhosos, autênticos coxas-brancas. A tradição “coritibana” é esta: a busca constante de palavras para expressar um amor incontido e sem explicações. É ser coxa-branca, com muito orgulho, com muito amor.
Edital nº 23 Artista: Alaor Gosdal Processo de Impressão: ofsete Folha com 30 selos Papel: cuchê gomado Valor facial: R$1,05 Tiragem: 600.000 selos Área de desenho: 25mm x 35mm Dimensões do selo: 30mm x 40mm Picotagem: 12 x 11,5 Data de emissão: 12/10/2009 Local de lançamento: Curitiba/PR Impressão: Casa da Moeda do Brasil Prazo de comercialização pela ECT: até 31 de dezembro de 2012 (este prazo não será considerado quando o selo/bloco for comercializado como parte integrante das coleções anuais, cartelas temáticas ou quando destinado para fins de elaboração de material promocional.)
Esportes,futebol, simbolos, bandeiras, brasões, escudos.
Foram preparadas as seguintes peças:









