

O selo mostra uma imagem de fundo que representa o gramado de um campo de futebol com listras verticais, em duas tonalidades de verde, e, ao centro, se destaca o brasão oficial do centenário. O brasão, envolto por uma coroa de louros, passa uma mensagem de força, símbolo dos heróis vitoriosos, abraça o centenário como justa homenagem e reconhecimento ao valor do Palmeiras. O número 1, em algarismo romano, com os escudos do Palestra Itália e do Palmeiras sobrepostos, compoem o número 100 do seu centenário. Acima do 100 estilizado, contemplamos a frase Vincit qui se vincit – Vence quem vence a si mesmo, uma expressão em latim que representa a garra e a perseverança do time. Abaixo do 100, aparece uma flâmula em movimento com os anos 1914 e 2014 em seu interior e, entre o 100 e a flâmula, em algarismos romanos, o dia e o mês da fundação do Clube. Na parte superior, entre os ramos da coroa de louro, as iniciais S.E.P., de Sociedade Esportiva Palmeiras, completam o brasão e destacam as iniciais do nome do clube palestrino. O selo apresenta as bordas em verde, branco e vermelho, as cores da Itália. Foi utilizada a técnica de computação gráfica.
Edital nº 17 Artistas: Sociedade Esportiva Palmeiras e Daniel Effi - Correios Processo de Impressão: Ofsete + cor especial dourada Folha: 24 selos Papel: Cuchê gomado Valor facial: 1º Porte Carta Comercial Tiragem: 456.000 selos Área de desenho: 33mm x 33mm Dimensões do selo: 38mm x 38mm Picotagem: 11,5 x 11,5 Data de emissão: 26.8.2014 Local de lançamento: São Paulo/SP Impressão: Casa da Moeda do Brasil Prazo de comercialização pela ECT: até 31 de dezembro de 2017 (este prazo não será considerado quando o selo/bloco for comercializado como parte integrante das coleções anuais, cartelas temáticas ou quando destinado para fins de elaboração de material promocional).
Paulo, Luigi Cervo, inspirado pela vinda de dois esquadrões italianos que enfrentariam as equipes que dominavam o futebol paulista, então formadas por imigrantes ingleses, escoceses, alemães e “quatrocentões”, e com o apoio de outro jovem, o jornalista Vicenzo Ragognetti, que, em 26/8/1914, a colônia italiana se organizou para a fundação do Palestra Itália, clube que já nasceu com fortes ambições, marcado belo baile de apresentação com a presença de várias personalidades, empresários e o cônsul da Itália. A estreia na elite do futebol paulistano ocorreu em 1916 e, já no ano seguinte, o time realizava uma grande campanha conquistando o vice-campeonato, feito repetido em 1919. Em 1920 vem a consolidação, primeiro pela aquisição do estádio Parque Antárctica, o principal da cidade naquela época, incluindo a bela praça de esportes, e também pela conquista do Campeonato Paulista, feito que repercutiu por todo o país incentivando a criação de outros Palestras nos vários estados e pelo interior, incluindo o Palestra Itália de Minas Gerais (atual Cruzeiro) e o Palestra Itália do Paraná.
Junto com a consolidação do patrimônio vieram conquistas em vários outros esportes onde o Palestra também foi pioneiro, com destaque para o basquete e atletismo, e no futebol o protagonismo se destacava ainda mais com o advento do profissionalismo no início dos anos 30. O que para muitos clubes tornou-se um problema irremediável, com falências, abandono da prática e até extinções, no Palestra o apoio de sua imensa torcida colocou o clube em um destaque ainda maior, no patrimônio com a construção das arquibancadas de concreto armado, o primeiro do país e tornando o Palestra Itália o maior estádio da cidade, e no campo o clube conquistava o tricampeonato de futebol, além do primeiro campeonato nacional de clubes profissionais, em 1933.
O crescimento e as conquistas continuaram até a chegada da II Guerra Mundial, a princípio concentrada no continente europeu, mas que se espalhava e forçava todos os países a se posicionarem. O Brasil resistiu na neutralidade até 1942, quando se juntou aos aliados e, dentro de um regime de exceção, a legislação acabou forçando vários clubes a trocarem seus nomes para evitar a politização no meio esportivo. Sendo assim, o Palestra Itália, após bastante resistência, acaba alterando seu nome para Sociedade Esportiva Palmeiras, mas as conquistas continuam, incluindo o campeonato de 1942, muito especial pelo clima de adversidade criado, pela rivalidade e pela forma com que ocorre, com o adversário abandonando o gramado.
Após mais conquistas importantes, no final da década de 40 o Palmeiras montou outro esquadrão que fez história entre 1950 e 1951 com a conquista das “cinco coroas”. Destaque todo especial para o I Campeonato Mundial de Clubes, a Copa Rio, fazendo a final contra a Juventus, da Itália, e tendo o apoio de mais de 100 mil torcedores no Maracanã, resgatando o orgulho nacional após a perda do mundial pela seleção meses antes.
Nos primeiros dias de 1960 veio outra conquista especial, o Supercampeonato Paulista de 1959, conquistado justamente sobre o adversário com quem rivalizaríamos por toda a década, o Santos de Pelé, e o Palmeiras torna-se o único clube a enfrentá-lo e superá-lo por diversas vezes, a tal ponto de ganhar o nome de “Academia”, que em 1965 é escolhida para representar a Seleção Brasileira na inauguração do Mineirão, vencendo a seleção do Uruguai, em feito tão inédito quanto a conquista de dois campeonatos nacionais no mesmo ano, a Taça Brasil e o Robertão em 1967. As conquistas continuaram com novo campeonato nacional em 1969 e, no início dos anos 70, é formada uma segunda Academia, que fornece a base da Seleção Brasileira, conquistando dois Campeonatos Brasileiros e obtendo seu auge em 1974, na final do Campeonato Paulista, contra o maior rival.
Nos anos 90, o Palmeiras tornou-se pioneiro mais uma vez, construindo uma parceria exclusiva e inédita, de cogestão, que permitiu a formação de um elenco fortíssimo que, ao longo de oito anos, conquistou três campeonatos paulistas, um Rio-SP, três Nacionais, uma Libertadores, vários torneios nacionais e internacionais, além de inúmeros jogos épicos, como as finais de 1993, 1994 e 1999. Estas conquistas consolidaram ao clube a premiação com o título de Campeão do Século XX pela imprensa e pela Federação Paulista de Futebol.
Agora, na véspera de completar seu primeiro centenário, o Palmeiras, mais uma vez, realiza uma série de projetos inovadores e pioneiros, a começar pelo Allianz Parque, projeto reconhecido internacionalmente como o melhor e mais sustentável entre os vários em curso, além de uma remodelação completa das estruturas da Academia de Futebol e do clube social, com a construção de novos espaços, além de automação e implantação de sistemas especializados nas diversas áreas profissionais e sociais. O resultado já começa a aparecer, mas o maior objetivo de todos estes investimentos e transformações é construir a estrutura para que o Palmeiras continue sendo o clube de maiores conquistas do cenário nacional e torne-se, também, o Campeão do Século XXI.
Os Correios do Brasil homenageiam e celebram, nesta emissão, um dos maiores clubes do futebol brasileiro e mundial, por ocasião do seu centenário, a Sociedade Esportiva Palmeiras.

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