


Os selos apresentam retratos estilizados e monocromáticos de dois grandes cientistas: o croata, Nikola Tesla, e o brasileiro, Mario Schenberg. As assinaturas manuscritas, posicionadas na parte central dos selos, enfatizam a originalidade e a singularidade dessas personalidades que presentearam o mundo com suas invenções. O orgulho da terra natal é demonstrado com o desenho do contorno simples e territorial dos países, e destaque das cidades de nascimento: Smiljan, no selo de Nikola Tesla e, Recife, no de Mario Schenberg. Esta emissão envolveu a Empresa Estatal da Croácia AKD d.o.o., cuja funcionária, Nikolina Ćuk, mestre em design de moda, é a autora das artes dos selos que compõem a Série Relações Diplomáticas: Brasil – Croácia.
Edital nº 20 Arte: AKD d.o.o. Processo de Impressão: Ofsete + cor especial Folha: 24 selos Papel: Cuchê gomado Valor facial: R$2,95 cada selo Tiragem: 600.000 selos Área de desenho: 38mm x 38mm Dimensões do selo: 38mm x 38mm Picotagem: 11,5 x 11,5 Data de emissão: 28/10/2014 Local de lançamento: Porto Alegre/RS e Recife/PE Impressão: Casa da Moeda do Brasil Peça filatélica: Envelope de 1º Dia de Circulação Tiragem: 9.000 unidades Prazo de comercialização pela ECT: até 31 de dezembro de 2017 (este prazo não será considerado quando o selo/bloco for comercializado como parte integrante das coleções anuais, cartelas temáticas ou quando destinado para fins de elaboração de material promocional)
Mario Schenberg
Nascido em Recife, em 02 de julho de 1914, formou-se Engenheiro Eletricista pela Escola Politécnica de São Paulo, em 1935. Em 1936, bacharelou-se em Ciências Matemáticas na 1ª turma da recém-criada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, tornando-se assistente do Professor Gleb Wataghin.
Foi professor do Departamento de Física dessa Faculdade, de 1940 a 1969, sendo afastado por aposentadoria compulsória, pelo Ato Institucional nº 5. De 1940 a 1942, trabalhou na Fundação Guggenheim, desenvolvendo a Teoria do Efeito Urca nas supernovas e descobrindo com Chandrasekhar o Limite de Schenberg-Chandrasekhar, trabalhos que lhe deram projeção internacional.
Em 1944, tornou-se Professor Catedrático da FFCL/USP, onde atuou como Diretor do Departamento de Física, de 1953 a 1961. Foi responsável pela criação do Laboratório de Física do Estado Sólido e da instalação do 1º computador na USP, em colaboração com a Escola Politécnica e a Faculdade de Ciências Econômicas. Produziu uma centena de trabalhos científicos em campos fundamentais da Física Teórica, Astrofísica e Física Matemática.
Foi membro da Academia Brasileira de Ciências, da Academia de Ciências do Estado de São Paulo, presidente da Sociedade Brasileira de Física e membro do Conselho desta Sociedade por várias gestões. Contribuiu destacadamente na definição de uma política contra o Acordo Nuclear Brasil-Alemanha para a construção de usinas nucleares. De esmerado senso crítico e defensor de posições políticas de elevada sensibilidade, sua vida foi marcada por episódios que o destacam, também, como político militante.
Em 1984, recebeu o título de Professor Emérito da USP. Foi também crítico de arte e incentivador das artes plásticas, tendo participado do Júri da Bienal de São Paulo, em 1965 e 1967. Foi membro da Associação Internacional de Críticos de Arte e da Associação Brasileira de Críticos de Arte. Faleceu em 10 de novembro de 1990, em São Paulo.
Como homenagem póstuma, foi diplomado, em novembro de 2012, com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Cultural. Ana Clara G. Schenberg
Nikola Tesla
Nikola Tesla, um dos maiores inventores e cientistas do mundo, nasceu em Smiljan, Croácia, em 10 de julho de 1856, e morreu como cidadão norte-americano, em Nova Iorque, em 7 de janeiro de 1943.
Embora essencialmente educado na Croácia e na Áustria, passou a maior parte de sua vida nos Estados Unidos, onde criou mais de 700 patentes e invenções. Dentre as inúmeras invenções a ele atribuídas, destacam-se a de transferência de energia sem fio, o desenvolvimento da corrente elétrica alternada, dispositivos magnéticos giratórios e a descoberta dos raios-X.
Tesla era famoso por sua memória fotográfica, razão pela qual podia mentalizar uma invenção, detalhando minuciosamente suas características e funções, precisando, inclusive, suas dimensões antes de passar à fase de construção, técnica conhecida como imagem do pensamento.
Sua genialidade foi marcante e sua presença no mundo científico universal foi de fundamental importância, especialmente pelo entendimento de que Tesla era dotado de uma extraordinária mente científica, que lhe permitiu determinar o futuro, muito à frente de nosso tempo.
Estou convencido de que esta emissão divulgará ao mundo a singular genialidade do cientista Nikola Tesla, constituindo- se em importante homenagem a ele no Brasil, ao mesmo tempo em que reforça as relações bilaterais entre dois países amigos, demonstrando como até mesmo uma pequena Nação pode dar origem a um imponente ser humano.

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