

A ilustração é característica de Eduardo Kobra, que utilizou camadas texturizadas, linhas fortes e seções fragmentadas. O artista empregou imagens em preto e branco colocando-as contra fundos xadrez coloridos. Fazendo uso de um planejamento de grade metódico, efeitos de sombreamento e redemoinhos completou o retrato em escala massiva, arte tipicamente aplicada em prédios, paredes e murais. O mural de Nelson Mandela foi originalmente apresentado em uma exposição individual, intitulada Peace, no ano de 2014, na Dorothy Circus Gallery, em Roma.
Edital nº 17 Arte: Eduardo Kobra Processo de Impressão: ofsete Papel: cuchê gomado Folha com 24 selos Valor facial: R$ 2,35 Tiragem: 360.000 selos Área de desenho: 33mm x 33mm Dimensão do selo: 38mm x 38mm Picotagem: 11,5 x 11,5 Data de emissão: 10/12/2018 Local de lançamento: Brasília/DF Impressão: Casa da Moeda do Brasil
Cód. de comercialização: 852012748
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Nelson Mandela nasceu em 18 de julho de 1918, em Mvezo, na África do Sul. Seu nome de nascimento é Rolihlahla. Nelson era um membro da realeza de Thimbu e seu pai era chefe da cidade de Mvezo. Ele recebeu o apelido Nelson de um professor. Freqüentou a escola e depois a faculdade no College of Fort Hare e na Universidade de Witwatersrand, onde formou-se em direito.
Vigorava na África do sul o regime do apartheid (separação), herança deixada pelos colonizadores europeus na África, a mais brutal forma de racismo. Apoiados nas ideias de superioridade racial do branco, o homem europeu instituiu leis que sustentaram o regime de “apartheid” durante longos anos. Era proibido o casamento inter-racial, era obrigado o registro da raça na certidão, brancos e negros viviam em áreas separadas, onde as escolas, hospitais, praças etc. eram estabelecidos em locais distintos para as duas raças etc. A segregação racial, a falta de direitos políticos e civis e o confinamento dos negros, em regiões determinadas pelo governo branco, provocou uma série de massacres e mortes da população negra.
Mandela foi um dos mais notáveis líderes do movimento negro na África do Sul, que lutava contra o apartheid e pelos direitos civis. Em 1944, junto com alguns ativistas que conheceu na Universidade, fundou a Liga Jovem do Congresso Nacional Africano (CNA), que se tornou o principal instrumento de representação política dos negros.
Em 1960, diversos líderes negros foram perseguidos, presos, torturados, assassinados ou condenados. Entre eles estava Mandela, que em 1964 foi condenado à prisão perpétua que ele passou a cumprir na prisão de segurança máxima na Ilha Robben, na África do Sul. Na década de 80, intensificou-se a condenação internacional ao apartheid que culminou com um plebiscito e terminou com a aprovação do fim do regime. No dia 11 de fevereiro de 1990, depois de 26 anos, o presidente da África do Sul, Frederik de Klerk, liberta Mandela.
Em 1993, Nelson Mandela e o presidente assinam uma nova Constituição sul-africana, pondo fim a mais de 300 anos de dominação política da minoria branca, preparando a África do Sul para um regime de democracia multirracial. Nesse mesmo ano, recebem o Prêmio Nobel da Paz, pela luta em busca dos direitos civis e humanos no país.
Seu trabalho árduo e seu longo esforço foram recompensados quando todas as etnias puderam votar nas eleições de 1994. Nelson Mandela venceu a eleição e tornou-se presidente da África do Sul. Mandela se aposentou em junho de 1999.
Mandela ficou doente por vários anos durante sua aposentadoria. Ele foi hospitalizado em julho de 2013 devido a uma infecção pulmonar contínua. Morreu em 5 de dezembro de 2013, em Houghton Estate, Johanesburgo, vítima de uma infecção do trato respiratório. Ele tinha 95 anos de idade.
Mandela recebeu mais de 250 honrarias e homenagens, incluindo o Prêmio Nobel da Paz de 1993, a Medalha Presidencial da Liberdade dos EUA e a Ordem Soviética de Lenin. Ele é frequentemente citado pelo seu nome tribal do clã Xhosa, “Madiba”, ou como “Tata” (Pai).
Na África do Sul, 18 de julho é o dia de Nelson Mandela. As pessoas são convidadas a dedicar 67 minutos para ajudar os outros. Os 67 minutos representam os 67 anos que Mandela passou servindo ao seu país.
Essa emissão é um tributo dos Correios a figura de Nelson Mandela ao comemorar o centenário de seu nascimento, reconhecido como um herói, cujas ações em favor da liberdade e igualdade entre as raças deram esperança a milhões de pessoas.
Para ilustrar esse selo, os Correios escolheram uma obra do artista brasileiro Eduardo Kobra. Autodidata, o muralista tem uma abordagem de assinatura com uma técnica de repetição de quadrados e triângulos, que se fundem para formar os retratos de figuras muito proeminentes.
Kobra desenvolveu sua arte ao observar as obras de artistas que admira, do misterioso Bansky a nomes como Keith Haring e Diego Rivera. As cores fortes e contrastantes utilizadas nas suas imagens se tornaram o principal cartão de visitas ao redor do mundo. Ele usa uma combinação de pintura, aerógrafo e tinta spray para produzir as enormes obras que transmitem um espírito animado.


Personalidades, efemérides, racismo, apartheid, política, movimentos sociais, artes, pintura.
Serão preparadas peças filatélicas com base no selo, carimbo, envelopes e cartões-postais.